Fazer férias é uma necessidade, não é um luxo

– “Sinto que estou a acusar a necessidade de férias”

António, após um longo período sem encontrar trabalho, entrou para uma empresa há 3 anos, e assumiu grande responsabilidade laboral. Só este ano é que tirou 2 ou 3 dias de férias, mas esteve sempre contactável. Ultimamente, sente a cabeça pesada, custa-lhe a concentrar, tem tomado algumas decisões precipitadas e teme pelo seu futuro. 

Para do cansaço recuperar, os hábitos têm de mudar.

Entre junho e setembro, estima-se que 77% dos portugueses saiam de casa por um período igual ou superior a uma semana para gozar férias. A maioria fá-lo em família e em Portugal, preferencialmente no Algarve onde esperam encontrar sol e mar.

Pais, filhos e netos (juntos ou separados) saem à aventura. 

Assim como é necessário marcar férias e reservar estadias, é indispensável incluir na bagagem as boas palavras, os olhares carinhosos e os sorrisos que estavam guardados no fundo do armário das emoções.

A agitação do dia-a-dia precisa de ser VOLUNTÁRIAMENTE deixada em casa, as redes sociais e os auscultadores também. Depois de percorrer mais de 600Km, de pouco serve ter o sol a bater no rosto com os olhos postos no ecrã do telemóvel, ou o som do bater das ondas com os ouvidos ocupados com as músicas de sempre.

O Trabalho não vai de férias, seja da empresa, trabalho doméstico ou trabalho escolar. Férias são férias e são para todos!

As crianças também precisam de descansar, não devem passar a férias a estudar. 

Frequentemente encontro crianças carregadas de livros de exercícios e trabalhos escolares para realizarem nas férias.

Sempre tenho questionado acerca dos benefícios destes trabalhos. Para além destes impedirem as crianças de desligar do seu trabalho e de recuperar do cansaço (porque o trabalho escolar também é um trabalho e muito desgastante), cria ansiedade e prejudica os laços familiares.  

Quando se exige demais, o corpo começa a trabalhar no limite da força mental e física.

Muitas pessoas adiam suas férias por longos períodos. Isto prejudica a qualidade do desempenho profissional, pois trabalha-se no limite da força física e mental, levando à fragilidade da saúde e do estado emocional.

Trabalhar sem parar acarreta diversas doenças, nomeadamente: stress, depressão, síndrome de burnout, dores musculares, doenças na pele e respiratórias. O stress acarreta problemas cardiovasculares, síndrome do intestino irritável e prisão de ventre.

Nas férias durma bastante, aproveite o tempo livre para atividades prazerosas e relaxantes. Use todo o tempo para reforçar os laços que unem a família. 

Seja tolerante, ria muito, e ame ainda mais!

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