Comportamento alimentar e sua relação com estresse, ansiedade, depressão e insônia em estudantes universitários.
Enrique Ramón-Arbués, Blanca Martínez Abadía, José Manuel Granada López, Emmanuel Echániz Serrano, Begoña Pellicer García, Raúl Juárez Vela, Sandra Guerrero Portillo, Minerva Saéz Guinoa
Publicado previamente: 28/10/2019
Publicado em: 18/12/2019
Resumo
Há evidências crescentes que relacionam a dieta à saúde psicológica da população adulta. Essa associação não foi suficientemente explorada entre estudantes universitários. Objetivos: Os objetivos deste estudo foram analisar a qualidade da dieta em uma população universitária e quantificar sua associação com a prevalência de ansiedade, depressão, estresse e insônia. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo transversal com uma amostra de 1055 estudantes universitários. Três questionários validados foram utilizados: o Índice de Alimentação Saudável (HEI), a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21) e o Índice de Gravidade da Insônia. Resultados: A pontuação média do HEI foi de 68,57 ± 12,17. A prevalência de alimentação não saudável foi de 82,3%, sendo maior em mulheres (84,8% vs. 76,4%). A alimentação não saudável foi significativamente associada à prevalência de ansiedade, depressão e estresse. O consumo excessivo de doces e o baixo consumo de laticínios foram associados a uma maior prevalência de distúrbios psicológicos e do sono. Conclusões: Padrões alimentares pouco saudáveis são comuns entre estudantes universitários e estão relacionados à ansiedade, estresse e depressão. Intervenções educativas com o objetivo de reduzir o consumo de alimentos não saudáveis em estudantes universitários podem levar a uma melhora na saúde psicológica e/ou vice-versa.
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